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terça-feira, 27 de maio de 2014

Mudança

Mudar a direção não implica mudar o destino
O que norteia é a índole, os ideais e a seriedade
Caminhos diferentes podem levar ao mesmo objetivo
O que motiva é o novo

Virar o leme para navegar em outras águas
Certamente mais agitadas e instigantes
O diferente não me assusta
Antes arrepender do feito do que nada feito

Não vou sozinho
Sonhar junto é fazer a realidade
Trabalho em equipe afronta a matemática
Onde dividir sempre será multiplicar

Animado com as possibilidades
Ciente da responsabilidade
Sucesso? Consequência, jamais objetivo
O caminho é que me encanta

Construir é inebriante
Reiniciar é desafiante
Abrir mão é incerteza
Divertir com o frio na barriga é certeza

Aposto minhas fichas no novo
Minha zona de conforto é muito desconfortável
Parece sapato apertado
Veste bem, impressiona os outros, mas aperta meu calo

Deixo meu berço para alçar vôos maiores
Levo minha formação e a certeza da multiplicação do ideal
Deixo amigos, histórias, mestres e aprendizes
Levo carinho, respeito e a certeza do dever cumprido



Dia 1o. de Junho inicio minhas atividades no Hospital Mater Dei. 
Ao Hospital Felício Rocho, minha eterna gratidão.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nós, os Carecas


A calvície é um tormento na vida de muitos homens e de algumas mulheres. Sinceramente, nunca me incomodou, pelo contrário, sempre me ajudou e vou explicar o motivo.

Sou careca desde os 24 anos. Saibam que não foi uma calvície progressiva, lenta e dolorosa, foi bem aguda, como tirar esparadrapo rápido. Aos 23 anos, tinha cabelo para dar e vender, mas um ano depois...

A calvície sempre me ajudou. Economia de shampoo, de tempo para me arrumar e de barbeiro (há vários anos, quem corta meu cabelo, ou o que sobrou dele, é minha esposa) são alguns exemplos do dia-a-dia. Desde então, passei a ser uma referência. Exemplificando melhor: “Ali, do lado daquele careca.”

Nunca vi nenhum careca pedindo esmola na rua. Quem conseguir identificar um, tire uma foto e me mande. Os pedintes são geralmente bem cabeludos. Os carecas são bem resolvidos e bem sucedidos. Não é a toa que a célebre frase da marchinha de carnaval de Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior ecoa até hoje: “É dos carecas que elas gostam mais...” As mulheres buscam é atitude e não um topete. Aparência atrai, mas não segura ninguém.

Na Medicina, sempre levei uma imensa vantagem sobre meus colegas “caras de neném”... a primeira impressão! Um médico careca impõe mais respeito, transmite mais experiência e segurança. Claro que a primeira impressão não é suficiente para sustentar uma relação médico-paciente-família, mas não posso negar que sempre fui beneficiado pela minha calvície nesse aspecto. Apenas as atitudes que se seguem irão alicerçar a confiança do paciente. Os “caras de neném” até conseguem atingir esse objetivo, mas precisam se esforçar bem mais. Vale ressaltar que nem todo calvo sabe aproveitar esse privilégio.

Não julgo os aficionados pela finasterida e afins, tenho vários amigos assim. Protelá-la, hoje, é mais que possível. Considero apenas que a calvície não deve ser encarada como o fim do mundo, apenas o início de um outro mais tranquilo, seguro e prático. Salve nós, os carecas!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Médico Medroso


Ontem estava pensando sobre as melhores qualidades de um médico. Empatia, cumplicidade com o seu paciente, bom humor, conhecimento, letra legível, experiência, tranquilidade e algumas outras já discutidas neste espaço. Subitamente, me veio a cabeça uma qualidade pouco discutida mas indispensável ao bom profissional de saúde: o medo.

Não o medo que trava, inibe e faz errar mas o medo saudável. Aquele de prescrever a dose errada de uma medicação, dos efeitos colaterais, de um diagnóstico errado ou de uma conduta inadequada. O “medo bom” do médico inexperiente mas estudioso e realmente preocupado com o seu paciente. O medo que promove uma atenção muito maior a cerca do caso. As chances de erro diminuem drasticamente. Em medicina, na maioria dos casos, a observação e um tempo a mais para estudar a situação com embasamento científico, são possíveis e salutares. Estudar o caso ao invés de agir intempestivamente geralmente é muito melhor e mais seguro.

Há mais de dez anos venho participando da formação de clínicos gerais no Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, através do programa de residência e especialização médica. O medo dos residentes me deixa muito mais tranquilo. Prefiro o residente medroso ao corajoso. O questionador ao “sabe-tudo”. O estudioso ao passivo.

O primeiro plantão é motivo de muito medo, seja na enfermaria, no pronto-socorro ou na unidade de terapia intensiva. Todos nós, médicos, passamos ou passaremos por isso. Este medo é bom, pode acreditar. Sempre falo para os residentes diante de um plantão ou de uma nova empreitada: “Enquanto vocês estiverem com medo, eu fico tranquilo. Sei que vocês dão conta do recado. Meu medo só aparece quando vocês perdem os seus.”

Vale ressaltar que a função do medo não é limitar e sim, manter a atenção ligada. Os números mostram que a maioria dos processos contra médicos ocorrem após 15 anos da formatura. Isto apenas corrobora o fato de que, o medo gerando atenção, previne o erro médico. O profissional que já atua há mais tempo, ganha experiência e uma confiança perigosa, as vezes excessiva, perde o medo e descuida-se do paciente. A curva apresentada no final desta postagem deixa isto muito claro e demonstra outro fato interessante. A medida que o médico vai ganhando experiência e conhecimento, o medo (estresse) vai voltando e o número de processos volta a reduzir.

Toda mudança gera insegurança e medo. Sair da zona de conforto faz crescer. Novos desafios são essenciais para a vida. Caso você esteja, há muito tempo, sem sentir aquela dor de barriga de ansiedade e medo, reveja seus conceitos. Viver sem medo também é muito estressante.

O “medo bom” promove a procura pelo conhecimento, a atenção redobrada com o paciente e o bom atendimento. Nunca esqueça-se de manter este medo saudável. Cultive-o sempre! O médico com “medo bom” é mais seguro para o paciente. A experiência passa a ser perigosa se ela anula o medo.


Carmen C. Moran, (1998) "Stress and emergency work experience: a non-linear relationship", 
Disaster Prevention and Management, Vol. 7 Iss: 1, pp.38 - 46

terça-feira, 10 de julho de 2012

O Bom Clínico e a Super Especialização


A clínica médica vem retomando sua força dentro da medicina. A especialização é necessária e indispensável; porém, sua banalização tornou-se cara e insustentável para o sistema de saúde. O usuário possui vários médicos especialistas, mas segue sem “dono”. Passou a ter um plano de saúde e não um médico. Isso é muito arriscado e caro.

Na economia atual, onde se busca qualidade a um preço acessível, o Bom Clínico resurge como a melhor alternativa para a sustentabilidade do sistema, em qualquer nível, seja ambulatorial ou hospitalar.

Mas o que seria um Bom Clínico? Para mim, é aquele médico inquieto, medroso, avesso a rotina, estudioso, empático, ciente dos seus limites, resolutivo e com uma boa formação. No Brasil, as boas universidades, as residências credenciadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e as especializações reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica são as melhores opções na formação adequada do Bom Clínico.

Lembre-se de que o Bom Clínico consegue resolver de 70 a 80% dos problemas de saúde dos seus clientes. Lança mão do que é mais simples e eficaz na medicina moderna, apesar de toda a tecnologia disponível no século XXI: uma boa anamnese e um exame clínico minucioso. O Bom Clínico pode pedir poucos exames, mas bem solicitados e embasados no quadro clínico individualizado do paciente, ao invés de abusar de uma propedêutica extensa e sem significado, fundamentada na falsa proteção do médico e na “vontade” sem justificativa do cliente “bem informado”. Gostaria de enfatizar que existem excelentes Clínicos especialistas também e estes, não raro, são referências em suas áreas.

Concordo plenamente com o MEC sobre a obrigatoriedade da Clínica Médica como pré-requisito para qualquer especialidade clínica. Especialistas sem uma formação mínima de Clínica Médica certamente serão muito mais caros para o sistema e perigosos para os pacientes. É claro, existem exceções.

O profissional que possui uma visão global da situação e do sistema em que está inserido, atualmente, é o mais valorizado no mercado de trabalho, não só na medicina. O Bom Clínico tornou-se um excelente investimento para planos de saúde e hospitais. Felizmente, voltou a figurar como “sonho de consumo” dos usuários do sistema de saúde.

Na medicina preventiva, o Bom Clínico é o cerne do sistema. Resolve a maioria dos casos e encaminha com sensatez e maior precisão ao especialista. Economiza dinheiro utilizando atenção e cumplicidade com o seus clientes.

No âmbito hospitalar, o Bom Clínico aparece como peça indispensável no controle da qualidade do serviço e da segurança dos pacientes. Os mais avançados hospitais do mundo possuem equipes de Clínica Médica (Medicina Interna ou Hospitalistas) fortes e atuantes, sinal de eficiência com economia. A Clínica Médica é o lubrificante das engrenagens das instituições hospitalares, promovendo uma continuidade do cuidado e criando uma referência para o paciente e seus familiares. Centraliza as informações, facilitando o entendimento das condutas e evoluções pelos pacientes e familiares.

Analisando a situação sob as várias visões – do paciente, do médico, da enfermagem, dos familiares e dos gestores –, o Bom Clínico, indiscutivelmente, é a melhor alternativa. Assim como em todas as frentes – ambulatorial, urgência e internação.

Infelizmente, sabemos que esta não é a realidade da maioria dos Clínicos brasileiros. Sucateados e mau pagos, acabam caindo no sistema, que é extremamente cruel. A valorização do Bom Clínico ressurge a partir da nossa atuação direta com os pacientes. O mercado pede, o cliente exige e a boa medicina agradece. Bem vindo de volta, meu Bom Clínico! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Produção Científica Fútil


     A grande maioria da produção científica em saúde é absolutamente fútil. A neurose curricular, já discutida neste blog (Currículo Adicto), gera a publicação de infindáveis artigos com pouquíssima, ou nenhuma relevância científica. Publicar por publicar tornou-se uma praxe no meio médico.

   A quantidade tornou-se mais importante que a qualidade na produção científica. Sociedades de especialidades médicas felizes, divulgando, aos quatro ventos, que tiveram mais de quinhentos trabalhos inscritos no último congresso. Destes, pouquíssimos são relevantes. Será que realmente vale a pena valorizar o publicar por publicar na medicina?

  Outro fator preocupante é a gigantesca influência da indústria farmacêutica nesta seara da produção científica em saúde. Influência esta, muitas vezes voltada para o lucro e não para os pacientes. As medicações mais pesquisadas são para uso crônico, utilizadas por pessoas que podem pagar e em doenças que não matam agudamente. Depressão, déficit de atenção, dislipidemia e hipertensão são alguns exemplos. Ao contrário das doenças dos pobres, como por exemplo, malária, tuberculose e dengue.

   Alguns valorizam o estudo e o empenho do autor na confecção do trabalho ou pôster, o que realmente é louvável. Na minha opinião, o coordenador da equipe ou os membros mais experientes, deveriam estimular trabalhos e projetos realmente úteis para o dia-a-dia do profissional e da instituição. A publicação de relatos de casos deveria ser unificada em um banco de dados único, mundial e regionalizado, para realmente possuir algum poder científico e epidemiológico.

     Os sites que compilam os trabalhos, realmente significantes, da literatura médica tornaram-se indispensáveis. Valorizo aqueles que gostam de atualização científica constante e chegam a ser até obsessivos compulsivos neste assunto. Sem eles, não separaríamos o joio do trigo.

   Quem nunca teve um monte de artigos científicos para serem lidos? Tenho um colega que, percebendo a montanha dos não lidos crescendo desproporcionalmente a dos lidos, resolveu o problema de forma simples e objetiva: parou de ler artigo científico. Estuda em livros e em sites confiáveis de compilação científica. Considero uma boa alternativa, principalmente para acadêmicos e residentes.

   Na minha curta carreira como médico, já vi alguns remédios e procedimentos irem do céu ao inferno em um curto espaço de tempo. As mesmas revistas e sociedades que louvam, apedrejam em questão de meses. Todos sabemos que a verdade em medicina é muito lábil. O que é certo hoje poderá ser massacrado no futuro próximo. Seguir os últimos artigos, sem crítica, é garantia de erro. Como já dizia Paulinho da Viola na sua consagrada canção, Argumento: "Sem preconceito ou mania de passado, sem querer ficar do lado de quem não quer navegar. Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar."

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ao Final da Residência...


           Hoje estava mexendo nas memórias digitais do meu computador (que são idênticas a memória convencional e até merecem uma postagem depois) e encontrei um discurso que fiz em 2002, ao final da minha especialização de Clínica Médica. Fiquei muito feliz, pois venho mantendo uma certa coerência nesses 11 anos de formado. Minha visão sobre a medicina e a área de saúde em geral segue bem semelhante. Vejam aí...

             “Pois bem, estamos terminando a residência; para alguns, mais uma, para outros, a primeira. O que vem a nossa cabeça quando pensamos em residência? Plantão, claro. A gente emagrece, engorda, xinga a farmácia e dá um plantão; aprende, some dos eternos amigos da faculdade, faz novos grandes amigos, e faz prescrição; xinga enfermeiro, xinga chefe, estressa e dá mais um plantão.
            Hoje, damos mais um passo importante nas nossas vidas profissionais, tendo o privilégio de trabalhar em uma instituição tradicional e de respeito na comunidade médica de Belo Horizonte. O Hospital Felício Rocho nos recebeu com sua estrutura grandiosa e seu corpo clínico excelente, tornando-se uma referência certa e forte nos nossos currículos. Obviamente, o Hospital tem seus problemas; porém, esses são, facilmente, superados pelas suas virtudes. Certamente, todos  nós teremos orgulho em dizer que fizemos nossa residência ou especialização no Hospital Felício Rocho de Belo Horizonte.
            Nesse momento, a lembrança do início torna-se presente: os novos colegas, os preceptores, os enfermeiros, o Hospital, a farmácia, o refeitório e muitos outros. Porém, algo ficará gravado para sempre na memória de todos, como referência dessa fase tão feliz das nossas vidas: O BEEP !!!! Êta aparelhinho malacabado. O Beep, tão querido e estimado por nós, tem o incrível poder de transformar o humor das pessoas. Aquele barulhinho insuportável consegue tirar qualquer um do sério. Reza a lenda que o famoso Beep foi criado em meados de 1939 como técnica de tortura nazista, e ainda hoje é utilizado de maneira bastante eficaz. Ah, e a escolha do barulhinho menos pior... quem já pegou aquele Beep sabe do que estou falando. Pois então, muitos, aqui hoje, estão comemorando não a colação, e sim, o fim do Beep, ou o início de um menos pior. Que alívio, heim?
            Bom, Beep a parte, gostaria de fazer algumas breves considerações a respeito da medicina atual. Primeiro, uma medicina de muita informação e pouca formação, na qual vem ocorrendo uma banalização das coisas simples e comuns, que são tão importantes quanto as complexas. Por exemplo, educação, paciência, caligrafia, humildade e bom humor. Atualmente, um médico bem humorado, paciente, com letra legível e educado, ou seja, básico, é extremamente raro.
            Segundo, uma medicina de muita reclamação e pouca ação. Hoje em dia, o que mais estamos vendo é médico reclamando, seja do colega, seja da instituição em que trabalha, seja dos planos de saúde, seja dos familiares dos pacientes, seja do excesso de trabalho, seja dos enfermeiros, seja do seu time. Reclamar, hoje, tornou-se o principal hobby do médico. De que adianta xingar a má remuneração e se submeter, as vezes, a condições ridículas de trabalho? De que adianta tentar resolver sozinho, se sabemos que o trabalho em equipe é muito mais eficiente? De que adianta apenas criticar a instituição em que se trabalha e não fazer nada para melhora-la? O problema não é falta de tempo, mas sim, comodidade. Sempre foi muito mais fácil criticar que fazer. É necessário descruzar os braços e passar a agir para melhorar.
Terceiro, uma medicina de médicos muito frágeis e desunidos. A prepotência e o choque de egos faz com que os médicos se isolem cada vez mais, enfraquecendo a classe. O trabalho em equipe deve ser valorizado e aprimorado mais e mais em qualquer instituição. Muitas vezes, nós médicos nos julgamos mais capazes e até subestimamos o trabalho dos outros colegas, como enfermeiros e fisioterapeutas; porém, é preciso saber que eles são peças tão fundamentais como o próprio médico. É preciso equilibrar valores e respeitar igualmente desde o faxineiro até o chefe; só assim existirá harmonia e eficiência em uma equipe de trabalho. A limitação não é motivo para desvalorização. O único jeito de atingir objetivos é dividir tarefas, trabalhando junto, respeitando e ajudando cada pessoa a sua volta,  valorizando o sucesso do colega como engrandecimento do grupo, da instituição. Sabemos que os grandes médicos possuem grandes equipes. Ajudar hoje para ser ajudado amanhã.
Um outro aspecto que eu não poderia deixar de mencionar é o auto cuidado. Cuidamos muito bem do próximo e, constantemente, esquecemos de nós mesmos. Vamos trabalhar sim, mas vamos viver também! A vida não é e não pode ser só medicina. Mantenha os amigos da escola, da rua, da família; ao menos você terá outros assuntos, que não medicina, num bate papo informal. Vamos manter nossos hobbies, além das reclamações. Vamos praticar um esporte, ler, escutar uma boa música, ficar mais com a família, jogar conversa fora e namorar mais. A medicina exige muito e o médico precisa estar sempre inteiro para exercê-la da melhor maneira possível; senão, como um doente vai cuidar do outro?
Saibamos, também, que 10 dias de férias não são suficientes para desatualizar ninguém! Torna-se necessário desligar da medicina de vez em quando.
Saibamos que felicidade e bom humor são altamente contagiosos e que são, com comprovação científica, os únicos remédios ótimos para qualquer doença. E o melhor, sem efeitos colaterais!
Tá insatisfeito? Tudo bem, então vai fazer direito, engenharia, vai jogar futebol, sei lá!
Acordou de mau-humor? Tudo bem, mas a enfermeira, o paciente e o seu colega não têm nada a ver com isso. Dê bom dia aos outros, sorria mais.
Vamos praticar uma medicina de maneira saudável e feliz. Com certeza, teremos melhores resultados.
Humildes e eternos aprendizes, iniciamos uma nova etapa!
Obrigado Hospital Felício Rocho!
Adeus Beep!
Sejam todos muito felizes!
Obrigado!

Breno Figueiredo Gomes - Medicina Interna - Dezembro de 2002”