Quem sou eu

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Mudança

Mudar a direção não implica mudar o destino
O que norteia é a índole, os ideais e a seriedade
Caminhos diferentes podem levar ao mesmo objetivo
O que motiva é o novo

Virar o leme para navegar em outras águas
Certamente mais agitadas e instigantes
O diferente não me assusta
Antes arrepender do feito do que nada feito

Não vou sozinho
Sonhar junto é fazer a realidade
Trabalho em equipe afronta a matemática
Onde dividir sempre será multiplicar

Animado com as possibilidades
Ciente da responsabilidade
Sucesso? Consequência, jamais objetivo
O caminho é que me encanta

Construir é inebriante
Reiniciar é desafiante
Abrir mão é incerteza
Divertir com o frio na barriga é certeza

Aposto minhas fichas no novo
Minha zona de conforto é muito desconfortável
Parece sapato apertado
Veste bem, impressiona os outros, mas aperta meu calo

Deixo meu berço para alçar vôos maiores
Levo minha formação e a certeza da multiplicação do ideal
Deixo amigos, histórias, mestres e aprendizes
Levo carinho, respeito e a certeza do dever cumprido



Dia 1o. de Junho inicio minhas atividades no Hospital Mater Dei. 
Ao Hospital Felício Rocho, minha eterna gratidão.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O Bom Clínico e a Super Especialização


A clínica médica vem retomando sua força dentro da medicina. A especialização é necessária e indispensável; porém, sua banalização tornou-se cara e insustentável para o sistema de saúde. O usuário possui vários médicos especialistas, mas segue sem “dono”. Passou a ter um plano de saúde e não um médico. Isso é muito arriscado e caro.

Na economia atual, onde se busca qualidade a um preço acessível, o Bom Clínico resurge como a melhor alternativa para a sustentabilidade do sistema, em qualquer nível, seja ambulatorial ou hospitalar.

Mas o que seria um Bom Clínico? Para mim, é aquele médico inquieto, medroso, avesso a rotina, estudioso, empático, ciente dos seus limites, resolutivo e com uma boa formação. No Brasil, as boas universidades, as residências credenciadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e as especializações reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica são as melhores opções na formação adequada do Bom Clínico.

Lembre-se de que o Bom Clínico consegue resolver de 70 a 80% dos problemas de saúde dos seus clientes. Lança mão do que é mais simples e eficaz na medicina moderna, apesar de toda a tecnologia disponível no século XXI: uma boa anamnese e um exame clínico minucioso. O Bom Clínico pode pedir poucos exames, mas bem solicitados e embasados no quadro clínico individualizado do paciente, ao invés de abusar de uma propedêutica extensa e sem significado, fundamentada na falsa proteção do médico e na “vontade” sem justificativa do cliente “bem informado”. Gostaria de enfatizar que existem excelentes Clínicos especialistas também e estes, não raro, são referências em suas áreas.

Concordo plenamente com o MEC sobre a obrigatoriedade da Clínica Médica como pré-requisito para qualquer especialidade clínica. Especialistas sem uma formação mínima de Clínica Médica certamente serão muito mais caros para o sistema e perigosos para os pacientes. É claro, existem exceções.

O profissional que possui uma visão global da situação e do sistema em que está inserido, atualmente, é o mais valorizado no mercado de trabalho, não só na medicina. O Bom Clínico tornou-se um excelente investimento para planos de saúde e hospitais. Felizmente, voltou a figurar como “sonho de consumo” dos usuários do sistema de saúde.

Na medicina preventiva, o Bom Clínico é o cerne do sistema. Resolve a maioria dos casos e encaminha com sensatez e maior precisão ao especialista. Economiza dinheiro utilizando atenção e cumplicidade com o seus clientes.

No âmbito hospitalar, o Bom Clínico aparece como peça indispensável no controle da qualidade do serviço e da segurança dos pacientes. Os mais avançados hospitais do mundo possuem equipes de Clínica Médica (Medicina Interna ou Hospitalistas) fortes e atuantes, sinal de eficiência com economia. A Clínica Médica é o lubrificante das engrenagens das instituições hospitalares, promovendo uma continuidade do cuidado e criando uma referência para o paciente e seus familiares. Centraliza as informações, facilitando o entendimento das condutas e evoluções pelos pacientes e familiares.

Analisando a situação sob as várias visões – do paciente, do médico, da enfermagem, dos familiares e dos gestores –, o Bom Clínico, indiscutivelmente, é a melhor alternativa. Assim como em todas as frentes – ambulatorial, urgência e internação.

Infelizmente, sabemos que esta não é a realidade da maioria dos Clínicos brasileiros. Sucateados e mau pagos, acabam caindo no sistema, que é extremamente cruel. A valorização do Bom Clínico ressurge a partir da nossa atuação direta com os pacientes. O mercado pede, o cliente exige e a boa medicina agradece. Bem vindo de volta, meu Bom Clínico! 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Febre Nem Sempre é Infecção


     A febre é o sinal de alerta mais conhecido em saúde. Ao primeiro sinal de febre, o desespero é uma constante. Na criança, preocupação; no adulto jovem, virose; no idoso, risco de vida. Na prática clínica diária, o diagnóstico adequado da causa da febre nem sempre é tão simples.

    As viroses são causas muito frequentes, porém, são apenas algumas das mais de duas centenas de doenças que causam febre. A segurança para apenas observar ou encaminhar o paciente para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) advém de muito estudo e vivência do bom médico.

    A grande maioria das febres é inofensiva. Nem toda febre é sinal de infecção. As doenças, muitas vezes, são auto-limitadas, ou seja, curam-se sozinhas, apenas com os mecanismos de defesa do organismo. Antibióticos são absolutamente dispensáveis nesses casos. Lembrem-se que a grande maioria das febres não são tratadas com antibióticos. Defendo e valorizo muito a lei que impede a venda de antibióticos sem receita. O uso indiscriminado de antibióticos gera uma seleção bacteriana perigosa. Bactérias multirresistentes são cada vez mais frequentes.

    Os antibióticos estão sendo utilizados, em grande parte, como ansiolíticos para médicos e pacientes, em casos de qualquer suspeita de infecção. O uso do antibiótico gera uma falsa segurança e um relaxamento na busca da verdadeira causa da febre. Saibam que o antibiótico iniciado inadvertidamente pode aumentar a mortalidade em certos casos.

    Na medicina, temos uma entidade denominada Febre de Origem Obscura (FOI). A FOI é um quadro febril mantido sem diagnóstico após uma propedêutica inicial ampla. A FOI é um dos maiores desafios para os clínicos e a sua definição diagnóstica pode demorar meses. A ansiedade pelo uso de antibióticos é escancarada e, raramente, vemos pacientes sem recebê-los.

   Nossa equipe tem uma vasta experiência nesses casos, com diagnósticos raros e bem atípicos. Na FOI, o que mais nos preocupa na condução dos casos é a insegurança da família e do próprio paciente. Geralmente, são pacientes que passam por inúmeros colegas, e já estão inseguros, medrosos e receosos de um diagnóstico grave. Transparecer segurança, interesse, dedicação e paciência são nossas principais chaves. O diagnóstico tem o seu tempo, ora curto, ora longo. Cabe a nós saber conduzir o caso, para que o paciente sinta-se acolhido nesse momento de incertezas.

     Vale ressaltar que, em alguns casos, a febre precisa ser tratada de maneira agressiva e rápida, como no caso do choque séptico (antiga septicemia – termo já não utilizado mais). O médico precisa estar treinado para diferenciar a gravidade do caso e agir com rapidez, segurança e eficiência.

      Resumindo, lembre-se que, ao falarmos que o seu caso trata-se de uma provável virose, saiba que muito estudo e trabalho estão diretamente envolvidos nessa decisão. Como sempre digo, existem bons e maus profissionais, cabe a você reconhecer e valorizar o seu médico. Assim como em qualquer outra situação em saúde, a febre exige confiança e acessibilidade ao seu médico. Desta forma, as chances de definição diagnóstica são bem maiores.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quero ser o seu Médico




Quero ser o seu Médico
Médico de verdade
Disponível, interessado em ajudá-lo
Sem pressa, escuto e conforto você
Equilibro tecnologia com atenção


Quero ser o seu Médico
Remédios? Prescrevo o necessário
Prescrevo atitude, livros e descanso
Prescrevo freios para a sua acelerada vida
Prescrevo família e amigos


Quero ser o seu Médico
Ofereço ouvido na sua angústia
Ofereço disponibilidade e tempo na sua pressa
Ofereço resposta para sua dúvida
Ofereço simplicidade na minha fala

Quero ser o seu Médico
De uma boa conversa retiro diagnósticos e até sofrimento
Respeito a morte mas enfeito o caminho da vida
No final dela, corto restrições
Prescrevo o que te faz bem


Quero ser o seu Médico
Cuido de você, cuido de mim
Entendo seu cansaço, aprendi a descansar
Compreendo sua pressa, já desacelerei
Admiro sua família, amo a minha


Quero ser o seu Médico
Atenção sem pressa
Atenção sincera
Atenção bem-humorada
Atenção Médica

Por Breno Figueiredo Gomes

Este mês a Atentia - Atenção Médica (www.atentia.com.br) cresceu e acrescentou mais um grande profissional à sua equipe.

Trata-se do Dr. Eduardo Jardel Portela, neurologista clínico e epileptologista, coordenador da Clínica de Epilepsia do Hospital das Clínicas da UFMG e médico assistente do Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias (NATE) do Hospital Felício Rocho.

Agora, a Atentia conta com os serviços de Cardiologia, Clínica Médica, Endocrinologia, Gastroenterologia, Nefrologia, Neurologia, Nutrição e Psicologia. 

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